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Quem sou eu

O meu nome é Joana Branco Morais, sou Mentora Nutricional, Nutricionista e Bióloga. Fiz inúmeras formações de especialização em Nutrição funcional, pós graduações em Análises clínicas e em Pediatria e outras tantas em desenvolvimento pessoal.

Nasci num ambiente onde a comida era o rei da casa: omnipotente e omnipresente. Sem grande consciência, escolhia para comer apenas o que me sabia bem e o que muitas vezes preenchia os meus vazios emocionais. Ainda sem consciência do mal que provocava ao meu corpo, ouvia palavras de atenção e compaixão dirigidas a mim, como “deixa lá, gordura é formosura” e “As mulheres têm que ter onde agarrar senão os homens não gostam” e outras tantas crenças que me enchiam a alma.

Na escola gostava mais de brincar com rapazes, de correr, subir às árvores, entrar em competição com eles (para sentir e saber que podia ser tão veloz e tão brava como eles) e no seu meio era considerada como o rapaz que se chamava Joana – a bolachinha. Conseguia lutar com eles depois disso e coloca-los no caixote do lixo, mas em casa sofria a tristeza de não ter uma outra alcunha, de não ser apenas magra, como todos os outros.

Em casa sofria a tristeza de não ter uma outra alcunha, de não ser apenas magra, como todos os outros.

Inconscientemente dava-me uma hipótese para continuar a sentir prazer através da comida. E fazia isto todos os dias. À medida que fui crescendo e tomando alguma consciência, de cada vez que recusava algum alimento mais doce ouvia muitas vezes “come prá frente senão ainda te dá a fraqueza!” e “um dia não são dias” e também “Oh! Deves estar doente!”

E de facto estava, estava doente pelo mal que me provocava… Mas só soube isso anos mais tarde.

Quando andava feliz, os meus desejos por doces eram cada vez menos frequentes e mesmo assim, ainda me “recompensava” de cada vez que me superava em algum aspecto.

Quando o aspecto exterior se tornou realmente importante (adolescência) pesquisava sobre as dietas mais eficazes e punha-as em prática sem grande sacrifício, pois sonhava com o resultado final. Claro que com 13 anos emagrecer era a coisa mais simples do mundo: duas maçãs e um iogurte em substituição do almoço, mesmo que comesse normalmente (o habitual) em casa, já dava para emagrecer uns quilinhos ao fim de uma semana. Quando deixava de ter resultados ou atingia o aspecto que eu desejava, tudo voltava ao mesmo (até porque havia uma pastelaria que fazia umas pizzas muito boas ao pé da escola).

Tirava planos alimentares da minha cabeça e baseava-me um pouco no “comer pouco” que os médicos entendiam como sendo o melhor e ia levando a vida ao solavancos, com as restrições /carências alimentares (e nutricionais) associadas.

Nesta altura, já tinha os meus dentes quase todos chumbados, tal era o exagero. Hoje sei que o meu organismo me dava a informação de fome porque buscava por nutrientes, vitaminas, minerais, mas na altura era apenas fome. Os meus olhos brilhavam quando via que era dia de batatas fritas com ovo estrelado, ou com o dia da pizza da tal pastelaria ou com a mousse de chocolate da minha mãe (que é uma cozinheira de mão cheia!)

Lembro-me de uma dieta passada pela minha médica de família que dizia que ao pequeno almoço deveria beber um copo de leite e metade de um pão seco ou então com uma fatia de fiambre e ao lanche a outra metade e um copo de leite e uma maçã… Lembro-me também de pensar, “mas eu não gosto de leite, muito menos sem açúcar e pão sem nada!! E também não como fiambre, porque é que tenho que comer o que eu não gosto para emagrecer!!??” Verdade, hoje sei que devia ter seguido o meu instinto.

Mas tudo são aprendizagens e naquele momento, em vez de uma aprendizagem, eu acrescentei mais duas crenças:

1 – para emagrecer temos que comer o que não gostamos e passar fome.

2 – as maçãs são boas para fazer dieta

Todos estes mecanismos entram no nosso inconsciente com tanta naturalidade que até assusta e ficam incorporados até que queiramos livrar-nos deles.

Os sacrifícios foram muito grandes e os resultados muito pequenos e por isso esqueci as dietas por um tempo, enquanto me ocupava dos estudos. Tinha apenas alguma atenção com a quantidade, mas não olhava ao que estava a comer. Nem tão pouco gostava que me fizessem observações depreciativas, pois os meus julgamentos internos já eram suficientemente fortes por si só.

Mantinha alguns quilitos a mais, mas ainda sem obesidade. Era o que se chama em tom carinhoso e de pena “uma rapariga cheiinha”. Talvez tenha sido aí que decidi que gostava muito mais de estar com os animais, que eram verdadeiros, carinhosos, que não julgavam e apenas agradeciam o amor que lhes davamos. Então escolhi seguir biologia. Ao ver tanta gente magra na faculdade, deu-me a motivação que precisava para emagrecer mais uma vez.

Gastei fortunas nas lojas de emagrecimento “natural” onde os suplementos eram os heróis, comprava os suplementos que via na TV e que acreditava que iam ser eficazes (pois se estava ali a foto do antes e do depois…), uns atrás dos outros iam alterando o meu humor e aumentando a minha frustração, mas como ainda nem tinha chegado aos 20 anos, emagrecer continuava a ser fácil, desde que fizesse um “grande esforço” e comesse maçãs (Ahahah).

Num dia milagroso atingi o peso que desejava desde a minha adolescência: 51,5Kg. Na minha cabeça e aos meus olhos eu estava perfeita. Cabia num 34, via-me ao espelho e contemplava-me e dizia para os meus botões (olha lá que bem! Fizeste um bom trabalho. Os ossos que sentes a roçar no colchão fazem parte de teres este corpo maravilhoso).

Eu não cabia em mim de alegria! Comprei roupa nova e passeava orgulhosamente os meus ossitos que se viam apenas um pouco nas ancas e no esterno. Atingi este peso com um chá milagroso que dizia (“ventre liso”): só precisei de beber 500ml mesmo antes das refeições, 3x ao dia.

Na altura eu fazia análises porque sim e apeteceu-me apenas descartar a hipótese de estar anémica, até porque perdi esse peso muito rapidamente.

E foi então, que o meu corpo se queixou. Aos 21 anos estava com hipertiroidismo: Corticóides, medicamentos, testes de doses, vitaminas para aumentar o apetite fizeram-me engordar de novo e perder a esperança também.

As mudanças de humor repentinas, os tremores, ficaram todos explicados. Desde então, não parei mais de aumentar de peso. Apenas numa semana, e com a ajuda das vitaminas, enchi o meu corpito de sereia com mais 4kg (era tão fácil engordar como emagrecer). “Fechar a boca” era uma coisa que já não conseguia fazer tão facilmente, para grande alegria dos da casa que achavam que eu estava anorética.

De hiper, passei a viver hipotiroidismo. Ver os meus pelos do braço a cair como se fossem os pelos do cão no verão e o cansaço extremo a toda a hora assustavam-me, mas diziam-me que era normal e que assim se tratava melhor. Vivi anos na montanha russa de emoções com a tiróide completamente avariada, sem conseguir encontrar a dose ideal para me manter estável.

Tudo para mim era um esforço constante, os exames, a falta de concentração, a frustração de ver a roupa a deixar de servir, de me sentir mal, de não conseguir que o meu corpo emagrecesse, entrei em depressão (ou seria apenas uma forte desmotivação pela vida). Fechei-me em casa ou na faculdade e estudava horas a fio, para não me lembrar ou não ter uma vida além disso.

Sair de casa para o meu primeiro emprego em Lisboa foi um grande alívio e deu-me um novo motivo para voltar a viver. Após o ano de estágio, mudei-me para o alentejo, por conta do amor, mas a adaptação foi bastante dolorosa. Extremo calor, extremo frio, sem amigos, sem trabalho, sem esperança, com excesso de peso, entrei novamente em desmotivação total, até voltar a sentir-me útil e viva, ajudando pessoas no hospital.

A vida correu bem durante um tempo, voltei a ir trabalhar para Lisboa, decidi que um novo curso me poderia dar novas ferramentas para trabalhar por conta própria em qualquer parte de portugal. Foi então que escolhi Ciências da Nutrição. Na altura só por instinto é que me decidi, mas compreendo agora que “estava escrito” no livro do meu destino que tinha que ser assim.

Fui sempre uma aluna exemplar, conhecida por pertencer a um dos 2 melhores grupos da turma. Todas excelentes! Descobri o trabalho em equipa e os melhores resultados da minha vida toda. Descobri o que se sentia a ter 20´s e aquilo alimentava-me a alma. Aos poucos fui percebendo o que estava a fazer de errado com a alimentação e também percebi porque é que os suplementos para emagrecer podem ser muito perigosos. Mas ainda assim, não me sentia completa ou pronta para por a boca no mundo! Faltava-me sustentação nos conhecimentos adquiridos. Eu colocava os conhecimentos em prática, mas continuava a sentir-me cansada, mesmo com o café, tinha sempre muito frio ou muito calor, e comecei a ter sintomas que não tinha antes.

Uma das minhas grandes amigas de hoje, a Dra. Rosa Pires, que tinha e tem muito interesse pela nutrição desportiva, deu-me a conhecer a nutrição funcional. O que ela dizia fazia todo o sentido e então fui ver, experimentar, e nunca mais de lá saí. Tudo se encaixou como uma luva! Os porquês desvaneceram-se. Faltava colocar em prática.

Essa era a parte mais desafiante: dizer adeus ao que durante anos me acompanhou, me confortou e me recompensou. Fechei os olhos à necessidade dessa mudança e fui preenchendo esse vazio com auto-comiseração, desculpando-me com a tiroide, por não querer enfrentar o que realmente me incomodava – lidar com as emoções (entenda-se “frustrações, auto-estima e insegurança”).

Estive uns anos a trabalhar numa IPSS de renome, mas usar dos conhecimentos de nutrição funcional em instituições cuja alimentação é feita de acordo com padrões nutricionais e tetos financeiros era uma palhaçada. E o problema é que eu já não sabia falar outra linguagem a não ser a Funcional. Ir contra os meus parâmetros de honestidade estava fora de questão. Se eu sabia que algo matava, não estava disposta a dar isso à pessoa. E então tomei a decisão de sair.

Já depois de ser mãe, entendi finalmente a importância de ter um corpo e mente saudáveis. Passei muitas provações, aprendi coisas da forma mais dolorosa e tive também muitos abre olhos pelo curto caminho da maternidade.

O meu filho com a idade de 2 anos ensinava-me mais do eu sozinha toda a vida. Hoje tem 5 e muitas vezes ainda me dá grandes lições!

Resolvi que tinha que fazer alguma coisa definitiva em relação às emoções ou nunca iria ser magra e resolver os meus problemas de autoestima. Fiz um processo de coaching e depois decidi que queria passar esses conhecimentos a outras pessoas e fiz formação em EneaCoaching.

Em pouco tempo percebi que só fazia sentido mudar de vida se tivesse uma razão muito muito forte para levar uma boa alimentação adiante e mantê-la sem esforço, com todos os conhecimentos passados, para que cada um se pudesse responsabilizar pelas suas próprias escolhas.

Foi assim que este projeto nasceu e que o programa de consultas de nutrição emocional nasceu. Após algum tempo, já não era suficiente escrever artigos e sentia uma grande vontade e “por a boca no trombone” e dizer tudo o que me ia na alma, que podia ajudar as pessoas a fazerem melhores escolhas alimentares, a prevenirem-se de doenças crónicas, sem estarem presas a padrões sociais, culturais ou mentais.

Dissociar a alimentação das emoções que nos levam ao aumento de peso é como dar um tiro no próprio pé.

É esconder o pó para debaixo do tapete e esperar que ninguém repare, mas tal como o pó, as emoções vão aparecer de novo e outra vez, até que saibamos como lidar com elas, conviver de forma saudável com elas e ter compaixão por nós e pelas nossas fragilidades.

A partir daqui, e digo por experiência própria, que fazer uma alimentação funcional é um pouco confuso no inicio mas depois entranha-se de tantas formas que passa a ser natural fazer boas escolhas, sem nos deixarmos levar pelas opiniões das pessoas inseguras que atravessam o nosso caminho pois estamos convictos que aquele é o melhor caminho a seguir. No início exige algum esforço, e por isso estou aqui, mas depois é uma explosão de liberdade e saúde.

No dia em que decidi que ia mudar de vida, tudo para mim era mais fácil: a resolução de conflitos, a proteção do meio ambiente, o ter o menor impacto ecológico, libertar-me de todos os alimentos que me prejudicaram ao longo da vida (e que eu tinha como amiguinhos) e ao mesmo tempo comecei a gostar mais de mim! A sentir-me importante e visível novamente.

Em apenas 6 meses consegui algo que jamais pensei ser possível (depois dos 51kg!): Emagreci 16kg, mesmo com algumas recompensas pelo meio (desta vez pensadas e adaptadas a um estilo de vida saudável). Cheguei ao ponto de comer uma laranja ou um dióspiro com tanta satisfação como se estivesse a deliciar-me com uma poderosa mousse de chocolate! Que prazer que senti, que liberdade!

Por isso estou aqui! Ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas desta vez estou mais forte, todos os dias sou um pouco melhor do que ontem, todos os dias eu desejo fazer pelos outros o bem que tenho feito comigo, todos os dias me mantenho informada para atualizar as minhas clientes. Pelo que me diz respeito, até me sinto capaz de salvar vidas (não no sentido literal mas metafórico), no sentido emocional, transformando aquilo que muitas vezes apelidamos levianamente de depressão e que na verdade é apenas desmotivação e auto-estima. Acrescentar uns pós de saúde e vitalidade e a pessoa está como nova!

O meu desejo é crescer e encontrar novas formas de alcançar mais e mais pessoas com a nutrição funcional e “salvar mais vidas”.

Se o seu desejo passa por ultrapassar com distinção a provação da fome emocional e ter uma saúde de ferro, junte-se a este movimento e beneficie de uma imunidade invejável, de uma grande vitalidade, recebendo como prémio uns poucos de kg mais leve e uma auto-estima no topo!

Gratidão